A equipe de Thunder 3 detalhou como transformou em animação o contraste visual que sustenta o mangá original. A série coloca personagens com aparência cartunesca em contato com um universo de proporções realistas, mas produz os dois lados dentro de uma estrutura baseada em animação 3D.
O diretor-geral Hiroyuki Seshita, o diretor Keisuke Ide e o vice-diretor Susumu Sugai explicaram que a equipe chegou a considerar personagens desenhados à mão para um universo e modelos 3D para o outro. A interação constante entre os dois estilos, especialmente nas cenas de ação, tornaria essa divisão difícil de manter durante toda a temporada.
A solução foi diferenciar os mundos por meio do acabamento. Os personagens do chamado Mangaverse receberam um tratamento de retícula inspirado na impressão de mangás, além de escolhas próprias de contorno, iluminação e movimento. O universo realista adotou outra lógica de atuação e composição, evitando que o contraste dependesse apenas do desenho dos modelos.
A direção também procurou preservar o fato de que os protagonistas continuam sendo estudantes sem treinamento de combate. Mesmo quando demonstram força fora do comum, seus movimentos e decisões deveriam comunicar esforço, hesitação e preocupação com outras pessoas, em vez de transformá-los em heróis invencíveis convencionais.
A entrevista oferece um registro pouco comum do processo técnico de uma série em exibição no Japão. Não há, nas informações utilizadas nesta matéria, confirmação de lançamento oficial de Thunder 3 no Brasil.