A pesquisa de campo realizada para Jaadugar: A Witch in Mongolia teve consequências diretas no que chegou à tela. Em entrevista, a diretora executiva Naoko Yamada e o diretor Abel Gongora contaram que a viagem à Mongólia mudou a percepção da equipe sobre escala, arquitetura, animais e costumes cotidianos.
Gongora usou a experiência para revisar os interiores das gers, moradias tradicionais que pareciam espaçosas demais em alguns layouts. Os cavalos também precisaram ser redesenhados em diversas cenas, pois os primeiros estudos os aproximavam do porte de raças ocidentais, maior do que o observado durante a visita.
Yamada destacou que rituais transmitidos entre gerações ajudaram a dar materialidade ao ambiente. A pesquisa relacionada à Pérsia incluiu uma visita à Mesquita de Tóquio e ao Centro Cultural Turco Diyanet. Uma gravação do chamado para a oração feita por Gongora foi aproveitada na produção.
Uma linguagem visual construída em conjunto
O estilo da série combina áreas de cores planas, contornos parcialmente interrompidos e composições deliberadamente simétricas. Gongora relacionou essas escolhas à arte persa e mongol, às ilustrações do mangá de Tomato Soup e ao trabalho de Taiyo Matsumoto. A direção de arte e a animação foram desenvolvidas em frentes separadas, mas acabaram convergindo em uma estética comum.
Yamada também diferenciou Sitara de Biwa, protagonista de The Heike Story. Enquanto Biwa presencia uma história cujo destino não pode alterar, Sitara está envolvida nos acontecimentos e precisa abrir o próprio caminho. Essa diferença orientou a maneira como a equipe tratou o drama histórico e a atuação da protagonista.