Turi Kaizen

NOTíCIA · RADAR

Tribunal de Tóquio reconhece proteção da voz em caso de Kenjiro Tsuda

Pedido contra o TikTok foi rejeitado porque os vídeos já haviam sido removidos, mas a decisão adotou entendimento inédito sobre o uso comercial de vozes.

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Imagem da pauta via Anime News Network

O Tribunal Distrital de Tóquio decidiu nesta quarta-feira, 30 de setembro, que a voz de uma pessoa pode ser protegida pelo direito de publicidade, assim como sua imagem. O entendimento surgiu no processo em que o ator Kenjiro Tsuda pediu que o TikTok removesse vídeos narrados com uma voz criada por inteligência artificial e semelhante à dele.

De acordo com a cobertura da TV Asahi, uma conta anônima publicou mais de 180 vídeos com a imitação vocal. O tribunal considerou que a voz representa a personalidade de um indivíduo e que seu uso não autorizado, quando busca aproveitar a capacidade comercial de um artista, pode configurar violação do direito de publicidade.

Por que o pedido foi rejeitado

Apesar do entendimento favorável à proteção da voz, o tribunal rejeitou a solicitação de Tsuda porque a conta e os vídeos já haviam sido apagados. Assim, não existia mais uma obrigação de remoção a ser cumprida pela plataforma.

A decisão não estabelece que toda voz produzida por inteligência artificial seja automaticamente ilegal. Ela oferece, porém, um novo parâmetro para disputas envolvendo imitações reconhecíveis e exploração comercial sem autorização. Para atores e profissionais de dublagem, o alcance desse entendimento deverá ficar mais claro com a publicação integral da sentença e com futuros casos no Japão.

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